<em>Carrera</em> falida<br>operárias sem subsídio
Os trabalhadores da Confecções Carrera, em Oliveira do Hospital, cuja insolvência foi decretada sexta- feira em tribunal, não foram formalmente despedidos, o que os impede de aceder ao subsídio de desemprego.
Uma dirigente do Sindicato dos Têxteis do Centro disse segunda-feira à agência Lusa que os 87 trabalhadores, na maioria mulheres, concentrados desde manhã junto à fábrica, decidiram manter-se horas ou dias no local, até lhes ser comunicada uma solução. Fátima Carvalho, que esteve reunida com os operários, explicou que o administrador da insolvência, designado pelo tribunal, é um economista de Viseu que ainda não recebeu a notificação judicial nesse sentido. Como os funcionários não foram despedidos por ninguém, não podem pedir o subsídio de desemprego.
O Estado é titular de mais de 90 por cento dos créditos, através da Segurança Social e do Fisco, pelo que deveria assumir as suas responsabilidades sociais pelo encerramento da empresa.
Na semana anterior, a laboração já fora suspensa pela administração há uma semana, e antes esteve em hasta pública, mas não surgiu comprador. Nessa altura, a direcção regional de Coimbra do PCP tinha preconizado a elaboração de um plano de recuperação. Num requerimento entregue no Parlamento, o deputado comunista António Filipe pediu ao Governo que informe sobre a disponibilidade da Segurança Social, como credora da empresa, para ajudar à sua viabilização e à manutenção dos respectivos postos de trabalho.
Uma dirigente do Sindicato dos Têxteis do Centro disse segunda-feira à agência Lusa que os 87 trabalhadores, na maioria mulheres, concentrados desde manhã junto à fábrica, decidiram manter-se horas ou dias no local, até lhes ser comunicada uma solução. Fátima Carvalho, que esteve reunida com os operários, explicou que o administrador da insolvência, designado pelo tribunal, é um economista de Viseu que ainda não recebeu a notificação judicial nesse sentido. Como os funcionários não foram despedidos por ninguém, não podem pedir o subsídio de desemprego.
O Estado é titular de mais de 90 por cento dos créditos, através da Segurança Social e do Fisco, pelo que deveria assumir as suas responsabilidades sociais pelo encerramento da empresa.
Na semana anterior, a laboração já fora suspensa pela administração há uma semana, e antes esteve em hasta pública, mas não surgiu comprador. Nessa altura, a direcção regional de Coimbra do PCP tinha preconizado a elaboração de um plano de recuperação. Num requerimento entregue no Parlamento, o deputado comunista António Filipe pediu ao Governo que informe sobre a disponibilidade da Segurança Social, como credora da empresa, para ajudar à sua viabilização e à manutenção dos respectivos postos de trabalho.